Grupo Interalli inicia operação de nova usina no Mato Grosso

O Grupo Interalli – que atua no setor de terminais portuários, logística e agronegócio – está apostando pesado no crescimento das fontes de energia limpa. Acaba de entrar em operação, em Tangará da Serra, Mato Grosso, a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Recanto – quinto projeto do grupo voltado para geração de energia renovável.

Com investimentos de R$42 milhões, a PCH Recanto recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para entrar em operação no dia 23 de dezembro de 2019.

A PCH teve a sua antecipação comercial em mais de um ano, o que permitiu ao Grupo Interalli aumentar a taxa interna de retorno do empreendimento (TIR ) – medida expressa em percentual e que demonstra o quanto rende um projeto de investimento, considerando a mesma periodicidade dos fluxos de caixa do projeto – em cerca de 10 pontos percentuais. A estratégia possibilitou a venda da energia no mercado livre.

Com 155 metros de queda d’água e apenas 20 hectares de reservatório – contando com a calha do rio em Tangará da Serra, no Mato Grosso – a PCH Recanto possui 9,1 megawatts (MW) de potência. Toda a energia que será produzida já foi comercializada no leilão A-5 de 2016, ao preço de R$ 192,88/MWh. O prazo definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a usina entrar em operação é janeiro de 2021. Porém, a agência autorizou a operação comercial da usina no último mês de dezembro.

Segundo Fabrício Slaviero Fumagalli, diretor do Grupo Interalli, o início das operações da Recanto está sendo muito bem visto pelo mercado de energia e setor governamental. “Foram dez anos de etapas cumpridas, seguindo rigorosamente todas as exigências governamentais, técnicas e ambientais, desde o inventário, projeto, licenciamento construção e aprovação da Aneel”, afirma Fabrício. Cerca de 200 empregos foram gerados na construção da PCH.

Outros projetos no setor – O Grupo Interalli possui em operação, desde 2012, a PCH Santana, localizada em Nortelândia, Mato Grosso, com 15MW de energia instaladas.

Em fase de licenciamento estão da PCH Salto Vermelho- com 13 MW de potência, também localizada no Mato Grosso, e que irá participar do Leilão de 2020 com início da construção prevista para 2021 – a PCH Boa Vista, localizada no estado do Rio de Janeiro e PCH Subida I, localizada no Rio Itajaí-Açu, município de Ibirama, Santa Catarina.

No Piauí o Grupo está licenciando 540 MW de energia proveniente de fonte solar.

O empresário Fabricio Fumagalli explica que além do potencial disponível e do tamanho do mercado, as PCHs apresentam vantagens como, por exemplo, o impacto ambiental baixo e distribuído.

“Além disso, a maioria das PCHs em construção, em análise ou em estudo está situada em áreas com baixos índices de desenvolvimento humano (IDH), proporcionando para estes municípios desenvolvimento, geração de emprego e renda”, destaca Fumagalli.