Setor de logística e infraestrutura tem cada vez mais a participação de mulheres

Um mercado considerado predominantemente masculino até alguns anos atrás, o setor de logística e infraestrutura conta cada vez mais com mulheres atuando em diversas áreas, inclusive nas áreas técnica e operacional.

O Grupo Interalli– empresa do ramo de terminais portuários, logística e agronegócio – conta com cerca de 40 mulheres em seu quadro de colaboradores.

De acordo com o diretor do Grupo Interalli, Fabrício Slavieiro Fumagalli,  todas elas têm vital importância para o bom andamento das operações.

“Nos dias de hoje, apostamos cada vez mais em profissionais que possam agregar. As mulheres tem o diferencial de conseguirem atuar com responsabilidade, determinação e, ao mesmo tempo, com a habilidade de se adequar a qualquer equipe e atividade”, enfatiza Fabrício.

CBL LÍQUIDOS – Na Companhia Brasileira de Logística (CBL) 17% dos colaboradores são mulheres. Elas desempenham funções nas áreas de recursos humanos, faturamento e segurança.

 O Novo Terminal da CBL foi inaugurado em 2018 para atuar na movimentação de granéis líquidos. O terminal utiliza o píer público de inflamáveis de Paranaguá, em dois berços de atracação e está licenciado para o recebimento de óleo diesel, biodiesel, etanol, metanol, gasolina, nafta, entre outros.

A engenheira química e pós-graduada em engenharia de produção, Marcelli Fangueiro, aos 27 anos, coordena o Sistema de Gestão Integrada (SGI) e o Atendimento ao Cliente da CBL, que inclui as gestões de qualidade, meio ambiente, segurança, saúde ocupacional e relacionamento com o cliente.

 Ela conta que o reconhecimento do seu trabalho está diretamente ligado à sua capacidade técnica e a habilidade de lidar com as situações. “Sou responsável por desenvolver e manter o controle do sistema de gestão integrado. Coordeno – juntamente com a minha equipe –  atividades para que a empresa esteja de acordo com os procedimentos internos e as legislações vigentes, visando sempre a satisfação dos clientes”, relatou

A CBL está em processo de certificação das normas ISO 9.001, 14.001 e 45.001, com previsão de certificação para junho de 2019.

“É uma super responsabilidade, já que com a certificação  estaremos ganhando em competitividade e abrindo caminho para novos negócios”, completou Marcelli. Ela diz que tem satisfação em trabalhar na área de gestão integrada, devido aos resultados relacionados a economia de recursos, padronização, consistência, redução de falhas nos processos e, principalmente, diminuição de acidentes de trabalho e de impactos ambientais.

INTERALLI  GRÃOS- Já no Terminal de Grãos do Gripo Interalli são cerca de 13 colaboradoras.

Com 20 anos de mercado a Interalli Grãos é referência nacional em logística portuária. Todos os processos da Interalli Grãos são automatizados, por meio de uma estruturaque movimenta, anualmente3 milhões de toneladas de soja e milho.

Localizada em local privilegiado dentro do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá – um dos principais exportadores de grãos do Brasil – a Interalli Grãos é um terminal portuário eficiente e segue padrões de qualidade internacional.

A coordenadora de Recursos Humanos (RH) da Interalli Grãos, Andressa Hensoler, entrou na empresa como recepcionista. “Ser mulher nunca me impediu de crescer aqui na Interalli. Comecei como recepcionista, passei pelo setor de estoque, fui auxiliar de RH, assistente de RH e hoje sou coordenadora de RH”, relatou. “Nunca deixei de estudar e, mesmo estando em um mercado em que os homens predominam, que é o setor portuário, sempre fui muito respeitada por todos os colegas”, completou Andressa.

INTERALLI ENERGIA – Outra área de atuação da Interalli é o mercado de energias renováveis.  O Grupo apostou pesado no crescimento das fontes de energia  limpa, construindo seu primeiro empreendimento a PCH Santana, em Nortelândia, Mato Grosso. Além disso, os projetos do grupo abrangem quatro Pequenas Centrais Hidrelétrica e um complexo solar.

A administradora Simone Matico é a responsável pelo gerenciamento dos contratos e a gestão financeira dos projetos de energia. Ela atua nas áreas de infraestrutura do Grupo Interalli há 13 anos

“Meu primeiro trabalho nesta área foi como coordenadora de projetos e gerenciamento de contratos, na construção da primeira PCH do grupo, a PCH Santana.  Para esse desafio mudei-me para o Mato Grosso e fiquei lá durante 4 anos. Hoje tenho muito orgulho em dizer que a PCH Santana opera comercialmente desde 2012”, afirma Simone.

De lá pra cá ela, segundo Simone, ela vem crescendo profissionalmente junto com a Interalli.  “Passei pela construção do terminal de Liquidos mais moderno do Brasil, chegando ao desenvolvimento de empreendimentos de energia. Em todas as áreas aprendi muito e hoje a minha função é administrar contratos e projetos além de gerenciar custos e prazos”, finalizou. Atualmente o desafio de Simone é a construção da PCH Recanto, com previsão para entrar em operação no segundo semestre desse ano.

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